[R]
Se tudo acontece nesse mundo
passa num segundo no teu olhar
[A]
Senti frio
Um vazio
E arrepio
Por amar
[B]
Calafrios
Um vadio
Como rio
Abre mar
[P]
Mil estrelas
Mil estradas
Mil entradas
Uma amada
[R]
Se tudo acontece nesse mundo
passa num segundo no teu olhar
[A]
Senti frio
Um vazio
E arrepio
Por amar
[B]
Calafrios
Um vadio
Como rio
Abre mar
[P]
Mil estrelas
Mil estradas
Mil entradas
Uma amada
Slow sad blues rock in minor
[A]
volto mais tarde
diz pra saudade
não me esperar
sei que é tarde
mas na verdade
eu queria ficar
[B]
vou sem alarde
fica a vontade
podes chorar
talvez eu guarde
a nossa viagem
pra te encontrar
[R]
eu rabisquei seu nome
num pedaço de papel
era pra ser tatuagem
mil fotos numa viagem
o amor em vida é passagem
eu desenhei seu corpo
em lençois com vinho e mel
agora a sua imagem vai
e some como miragem
o amor em vida é passagem
[P]
eu escondi seu rosto
em percalços, medo e fel
eu busquei seu corpo
em mil lugares sob o céu
[E]
no meu diário, relicario
o seu corpo é paisagem
o seu rosto é miragem
o seu nome é viagem
eu quis gritar
quanto te amo
mas não consigo
no meu leito meu abrigo
o meu pleito, meu amigo
desse jeito não consigo
partir
só eu sei dessa dor
nas páginas que rasguei
só eu sei desse amor
nas páginas que rasguei
só eu sei…
A saudade entrega
Paz de primaveras
Um som de festa:
Cantam pescadores
A verdade presta
As de muitas eras
Um tom de pressa
Gritam nossas dores
Faz de conta que foi
Todo mal espera
O bom do amor
Curam nossas dores
Amores vem e vão
Fica o coração
Ficam fotos
Copos vazios
Abraços tardios
O sim foi em vão
O fim é um não
É sobre jardins e navios; não sobre o amor
Flores não nascem na areia
Amores não resistem sem perdão
A força do mar está nas ondas;
A dor de amar, no coração…
Perdoa, é muito amor pra pouco (a)mar
Não nego não saber o dom do (a)mar
Dores são como grãos de areia
Abarcam mares com tanta paixão
O cheiro da flor está nas velas
Dos navios sem cais, na ilusão…
Perdoa, é muito amor pra pouco (a)mar
Navego sem saber o bom do (a)mar
Sinto… sofrer de amor não é o fim de tudo
Já cruzei mil mares até um fim do mundo
Já sorri diante de tantas maldades
O que é viver sem ter você?
Sinto… o meu mundo pode acabar agora
Já amei por muitas vidas nessa história
Já chorei demais de tanta felicidade
Vou cuidar do meu jardim…
Ainda é madrugada
Sigo a mesma estrada
Procurando uma festa
O vilão e o violão
Brincam e brigam
Pra falar da mesma dor
A saudade que ficou fez estrago
Já era a madrugada
Saio na mesma entrada
Vou catando o que me resta
A alma e a emoção
Cantam e dançam
Ao sentir o mesmo amor
A saudade que ficou fez estrago
Por que você não vem me achar?
Por que você não vem me buscar?
Por que você não vem me salvar?
Por que você nao vem me amar?
Por que?…
Eu fico rouco de gritar seu nome
Eu fico louco de buscar seu clone
Me reduzo, me recuso, me iludo…
Eu sou o fim da festa.
Só morro sentiu bem a tristeza
Argila nunca será a montanha
Esgotou-se subindo os vales
A completa falta de destreza
O que uma despedida preza
Que a sorte derradeira reza
O findar de uma só certeza
O duro fim de uma realeza
Dançar numa valsa abaixo
O pó era só um vazo raso
Nos ventos de pó e morte
Feroz golpe baixo da vida
A nobreza dessa lida a só
Desterro é desfazer o pó
Desatar os mesmos nós
Destino sem sorte e só
Ventam mais lamentos
Beijam os tormentos
Secam na luz do sol
Descompassos nús
Decadência tardia
Era fim de tarde
Foi a maldade
Foi a relevia
Sangrando
Revoltado
Remido
Caindo
Sentiu
Golpe
Caído
Doeu
Feriu
Bem
Foi
Só
Nú
Pó
…
..
.
o marujo perde o amor
em um dia de janeiro
sofre e chora o ano inteiro
e esquece o bom de amar
o marujo sente a dor
foi-se nobre companheiro
canta e reza ao padroeiro
sua fé no dom do mar
o marujo quer sonhar
que a noite é passageiro
pro destino derradeiro
entre estrelas e o luar
o marujo quer voar
o lindo céu de brigadeiro
sábio mestre foi guerreiro
navegando pelo ar
marejou olhando o mar
renasceu no alvorecer
entardeceu junto com o sol
anoiteceu no luar
o amor
a dor
a sorte
ensinaram a sonhar
[sfz] Sergo França
Tormento sagrado
Rabisca espelhos
Batons vermelhos
Lugares fechados
Desejo estancado
Recados mandados
Olhares flexados
Reflexos selados
Desejuns gelados
Alimentos suados
Joelhos dobrados
Corpos trançados
Ardor descuidado
Dons desatinados
Lençois molhados
Desejo consumado
Minuto consumido
Segundos parados
Ponteiro inimigo
Pensamento velho
Sentimento alado
Tormento sagrado
Amores revalados
Dois apaixonados
A vida é movimento.
O movimento que começa antes e termina depois do avanço dos ponteiros de relógios, dividindo o que já foi do que ainda está por vir. Movimento é ir – quando ficar já não basta para mudar o que é preciso. Uns dias de chuva; outros, de sol – e todos de paz. Tem dias de luta – todos – e tem dias de descanso, pra reduzir o movimento e aproveitar o que cada momento traz, como caminhar devagar e perceber paisagens que sempre estiveram lá, onde a nossa pressa nunca alcança. Avança e vai – o movimento é a sorte anunciando o que vem depois da coragem, depois da curva da serra, depois da paisagem, depois da passagem, depois da noite de clamor, depois da prova de amor, depois da cicatriz sem dor, depois de depois… Movimento é rir de tudo e vigiar o mundo com o sol, dia e noite, luz e calor… Gira o mundo, gira tudo, giramundo, ponteiros inteiros fragmentando o tempo o tempo todo ao sabor do vento, lento… Um segundo muda tudo, muda o tempo; um sorriso muda todos, muda o momento… O movimento é ir, sorrir,… Agora.
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