O que é a espera para quem espera por quem não vem? O que nos tornamos quando esperamos por coisas que não vão acontecer? Alguém já sabe o que há de ser da espera, tanta, e desse tempo que passa sem respeitar o que sentimos. E qual seria o sentido dessas tantas esperas que cultivamos nesta – ou numa outra – vida? Esperamos pelo amor, nunca pela dor da falta. Esperamos pelos gritos de gol, jamais pelas vaias da derrota. Esperamos um bater na porta de inesperada visita boa de fim de tarde, com café e boa conversa, mas nunca estaremos preparados para quem toca a campanhia e sai correndo…

Esperamos por outra(s) vida(s) e nem sempre percebemos que os cinco minutos seguintes já não nos pertence mais. Esperamos uma música de rádio nos trazer lembranças de quem está distante nos pegar de supresa, mas jamais esperamos pela grata surpresa desse alguém aparecer no portão ou mandar um cartão postal… Esperamos. Esperamos pela mensagem na garrafa que cruza oceanos, nem sempre por um abraço. Esperamos por perdão, pelo trem, por tardes de sol e chuva em dias de casamentos. Esperamos por trocas, esse escambo de vontades e emoções, no entanto nunca sabemos negociar com o tempo. O tempo que não espera a nossa espera; passa. Passou. Passará… Esperamos a vida inteira por pessoas, coisas, situações, histórias… que não vêm, nunca virão.
E uma certa saudade encosta e nos faz companhia… e o tempo, ri.
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