Perseguimos desejos que não fomos ensinados a lidar, sonhamos sonhos que nem sempre temos a capacidade de realizar e buscamos o amor sem nem contemplar o alvorecer.
O que vai ser quando o tempo passar?
Onde vamos estar quando invernos e segundos trouxerem neve para a nossa cabeça?
Deixa.
Deixa como está, mas a gente precisa parar.
Existe um iato tênue entre um instante e mais uma foto na estante, sobre o piano ou em mais um documento – novo, de novo. A gente meio que se acostumou a… perder.
Perder documento, acontece; perder um amor pra vida, também.
Sem documento e sem lenço.
Perdemos o trem, o plumo e os planos. Seguimos em frente percebendo a cidade envelhecer e a vida trazendo outros rumos.
Segunda via, lenços de papel, lágrimas recicláveis, esquinas, placas, olhos, terminais, festas, frestas, sinais… A gente só precisa parar e observar…