Cheiro de chuva de fim de tarde. Arde a chapa e esconde a agradável essência do café… Sabe como é: segunda-feira, incêndio, remorsos, fotos, café ou cerveja nas mesas já revestidos de feriado e cada um já sabe o seu lado. Ela escreve – poesia? – e ouve Nirvana; a outra fala sobre o dia, os planos de final de ano, as promessas de emagrecer, eliminar matérias, limar gente que não que presta da lista telefônica, namorar ou se aventurar a ter um bicho de estimação no apartamento – a mesma coisa. Café esfria, cerveja esquenta, muita conversa de gente que só lamenta. Uns beijos, uma porção de queijo, trânsito, chuva, calor e alguém passa cantando Cazuza. Daqui a pouco já é Ano Novo de novo. O tempo não pára – não pára, não.